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Primeiro silo que utiliza ar natural para secagem de grãos é construído no interior

agricultura - Publicado em 13/08/2020 às 14:45 - Atualizado em 13/08/2020 às 20:28

Uma iniciativa inédita no município de Passos Maia está gerando economia ao agricultor Ênio Marchetti. Ele decidiu implantar na propriedade uma ideia vista com outros produtores em viagem ao Rio Grande do Sul. Ênio conheceu um silo que utiliza ar natural para a secagem de grãos. Com o auxílio da Epagri do município, fez o modelo se tornar realidade no final de 2019.

O silo fica no Assentamento Conquista dos Palmares, é de alvenaria e se aproveita do ar natural, puxado por um exaustor, para secar os grãos armazenados. O modelo é o primeiro do gênero construído em Passos Maia. É diferente do tradicional, que tem estrutura metálica e utiliza a queima de lenha para promover a secagem dos produtos.

Em menos de um ano, o agricultor já formou opinião sobre os benefícios da obra. Ênio conta que antes conservava o milho na espiga, guardando-o em um paiol, mas o resultado era indesejável. “Metade era do rato e o resto era do caruncho”, brinca o agricultor, que contabilizava em média uma perda de aproximadamente 30%. “Agora deu uma melhora boa”, comemora ao garantir em cem por cento a eficiência do silo.

Engenheiro agrônomo da Epagri de Passos Maia, Cezar Roberto Bevilaqua explica que a função da estrutura é a mesma de um silo tradicional, mas com resultado ainda melhor. “Leva um pouco mais de tempo para a secagem, mas ficam grãos com melhor qualidade, porque o calor excessivo acaba danificando os grãos. Esse demora um pouco mais, mas deixa os grãos mais sadios”.

O silo na propriedade de Ênio tem capacidade para armazenar pouco mais de 200 sacas de grãos. A obra foi construída com apoio de recursos estaduais, por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). O investimento total, entre a mão de obra, materiais e o barracão para abrigar a estrutura, foi de pouco mais de R$ 13 mil.

Ideia a outros produtores

Cezar explica que o milho é guardado por muitos produtores ainda na própria espiga, pela falta de silo ou dificuldade na terceirização do serviço de armazenagem. Mas a estratégia geralmente provoca perdas, com o produto estragando ou sendo consumido por pragas.

“Nossa intenção é dar autonomia para o produtor e diminuir a concentração no mercado de grãos, dar condições de o produtor armazenar seu produto na propriedade”, diz o engenheiro, que inclusive promoveu uma palestra a cerca de 30 produtores do município para levar a ideia a outras propriedades. No entanto, a pandemia travou o projeto, que está temporariamente suspenso.

Cézar diz que a iniciativa ainda é embrionária na região, implantada por poucos produtores, mas de resultado significativo. “Além do custo de armazenagem diminuído, temos uma qualidade do grão superior”, reforça o engenheiro agrônomo.

Com a ideia de retomar o projeto assim que houver condições sanitárias, Cézar pretende ver em outras propriedades a obra construída e já utilizada por Ênio Marchetti. Para o engenheiro, o investimento tem benefícios elevados, já que o custo do silo é diluído em duas ou três safras. “O custo-benefício é muito bom, vale a pena as pessoas conhecerem esse silo”.


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